Lamparina

Com queda de Gehlen, Luiz Tchê pode ser líder do governo na Aleac: agora só falta chamarem o Leonildo Rosas!

O enforcado

Não é preciso ser nenhuma cartomante para saber que os dias como líder do governo na Assembleia Legislativa do deputado estadual Gehlen Diniz (PP) estão contados.

1 + 1 = 3

A falta de habilidade e de traquejo para o diálogo com seus pares só tem feito o governador Gladson Cameli amargar sucessivas derrotas, mesmo com ampla maioria de aliados na Aleac. A última delas foi não conseguir frear a CPI da conta de energia elétrica, que deve ser votada na próxima terça-feira.

Conspiração

O certo mesmo é que fontes palacianas revelaram a esse Lamparina que o líder do governador na Aleac será substituído do cargo. Quem deve assumir no lugar dele será o deputado Luiz Tchê (PDT).

Por que eu sei?

Talvez a resposta para essa pergunta tenha relação com os inúmeros petistas nomeados em vários cargos – desde o mais baixo até o mais alto escalão no governo de Cameli. Mas que ninguém se iluda: essa gente não ocupa espaço e ao final do mês recebe gordos salários para ajudar o governador. Estão todos de orelhas em pé, prontos para revelar ao mundo as trapalhadas da atual administração e minar qualquer possibilidade de o governo acertar. Enfim, é o PT ressurgindo dos mortos – e o culpado por isso, claro, é quem tem a caneta na mão e assinado os decretos de nomeação com com a mão esquerda.

PPT

Caso se confirme o nome de Luiz Tchê para substituir Gehlen Diniz no cargo de líder do governo na Aleac, o jeito vai ser também recolocar a estrela no helicóptero e pintar o Palácio Rio Branco de vermelho.

Avermelhou

Depois de já ter como articulador político o ex-deputado e ex-candidato ao senado pelo PT Ney Amorim, todos sabemos que o pedetista Tchê era quem puxava o coro nas convenções da Frente Popular, durante a disputa eleitoral entre Cameli e Marcus Alexandre (PT). Fecha o Pano.

Pela culatra

Não vai adiantar nada o esforço que o atual secretário de Saúde, Alyssson Bestene, vem fazendo para melhorar o atendimento nos hospitais. Fontes revelam que há forças contrárias remando na contramaré. Para se ter uma ideia, comenta-se que todo o corpo de funcionários que compõem os agendamentos na Fundação Hospital do Acre (Fundhacre), por exemplo, é composto de “ex-petistas”.

Nota 10

Uma das pastas da municipalidade de Rio Branco que segue sem atropelos e tem ganhado a simpatia da população, dado o zelo, carinho e atenção como vem sendo conduzida, é a Secretaria Municipal de Educação, sob o comando do competente professor Moisés Diniz.

Fora do gabinete

Quem desejar encontrar Moisés que não o procure no gabinete. Desde que assumiu a pasta, ele não para de visitar as escolas para ouvir diretores sobre os problemas que precisam de solução. Na hora do recreio, é comum se deparar com Moisés Diniz na cozinha, dividindo a merenda escolar com os alunos. A garotada tem gostado de ver de perto quem conduz o leme da educação pelos mares do aprendizado. Parabéns, cacique!

Relações incestuosas 

Para encerrar a coluna de hoje, li no Facebook as especulações do advogado Edinei Muniz, em cuja postagem reproduziu documentos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segundo os quais a empresa ETAM, da família do governador Gladson Cameli, “tem negócios” com a companhia elétrica Energisa, conforme ressaltou o advogado. O pavio desta Lamparina quase apaga quando lembrei que Cameli, quando foi senador da República, votou a favor da venda da antiga Eletroacre, arrematada em leilão pela Energisa, pelo valor simbólico de R$ 50 mil.

Relações incestuosas 2

Segundo Edinei Muniz, esse seria o principal motivo de Cameli não ter interesse em deixar instaurar uma CPI para investigar os abusivos aumentos nas contas do consumidor.