De tudo um pouco

A esquizofrenia da política tupiniquim

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O título desse artigo nos sugere, portanto, a triste constatação de que estamos vivendo tempos difíceis e sombrios na política nacional. Ter opinião é um perigo! Emiti-la, uma imprudência! Pessoas que outrora se gostavam, estão virando inimigas pelo simples fato de pensarem de forma diferente quando o assunto é política. Umas mais inclinadas à esquerda, outras, à direita. Em sua grande maioria, elas nem sabem ao certo o que isso significa. Imaginam, porém, que o outro lado é tudo o que não presta. Tudo de ruim! Imbecil, idiota, corrupto, presidiário, torturador, esquerda caviar, direita mortadela esquerdopata, bolsominion e por aí vai. A criatividade para ofender ao contraditório, é infinita. Assim como são incontáveis os memes nas redes sociais, de ambos os lados, a se ridicularizar. Alguns, admito; até são engraçados, outros, extrapolam o limite da sensatez.

Quem, assim como eu, não votou no Luiz Inácio e nem em seus “iluminados” seguidores, mas acha que a sua prisão tem um viés muito mais político que jurídico, vira da noite para o dia, petista e muitos outros adjetivos ofensivos nas bocas de “destros” raivosos. Se tiver ainda a “petulância” de simplesmente sugerir que os governos do Lula não foram esse desastre todo que fizeram-lhes crer…aí é motivo para cortar relações, cessar conversas e bloquear o impertinente nas redes sociais. E olhe, que eu nem defendi. Tampouco votei. Somente sugeri que não foi essa catástrofe toda. Acho às vezes, que se defendesse, sofreria agressões físicas.

Em contrapartida, se por um acaso, vez por outra, eu insinuar, vejam bem, somente insinuar que o presidente Jair Messias Bolsonaro, não é esse monstro torturador e imbecil que querem nos fazer crer, que forçam por demais a barra querendo imputar-lhe monstruosidades que não as tem, aí o jogo vira. Deixo de ser petista e todos aqueles adjetivos peçonhentos para me transformar em um bolsominion, admirador da tortura, da censura, da corrupção, enfim, outra infinidade de agressões. Só que dessa vez, canhotas. Se o papo se estender, e eu ousar dizer, por exemplo, que chamar o presidente de estuprador por causa do episódio trash, envolvendo a deputada Maria do Rosário, é uma insanidade, aí acho que vou ter que ir para as vias de fato.

Nosso país enlouqueceu! Se você critica os dois extremos, é chamado de ambos. Fazem de tragédias e massacres, palanques políticos decorados de ódio, rancor e patifaria. Esqueceram que entre o preto e o branco, existem cinquenta tons de cinza. E é lá que eu estou. Busco o caminho do equilíbrio. Mas no Brasil de hoje em dia, não tem mais espaço para o diálogo. Estão todos muito ocupados em defender cegamente um lado, mesmo sem saber exatamente o porquê, e em odiar com todas as suas forças o outro. Não sobra espaço para o bom senso. Nosso amado país precisa urgentemente de terapia.